Greve marca início de temporada

Cansados com falsas promessas do presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Hélder Martins da Cruz “Maneda”, como de resto foi o seu apanágio ao longo do seu curto consolado, os homens do apito decidiram não arrancar com a 42ª edição do Campeonato Nacional da “bola ao cesto”, que inicialmente estava marcado para a segunda quinzena de Outubro último.

Cansados com falsas promessas do presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Hélder Martins da Cruz “Maneda”, como de resto foi o seu apanágio ao longo do seu curto consolado, os homens do apito decidiram não arrancar com a 42ª edição do Campeonato Nacional da “bola ao cesto”, que inicialmente estava marcado para a segunda quinzena de Outubro último.

Depois da abertura da época desportiva 2019/2020, com a disputa da Supertaça Wlademiro Romero, os árbitros condicionaram o arranque da prova, prevista para o dia 18 de Outubro, ao pagamento da dívida orçada em onze milhões de kwanzas.

Ao contrário das épocas anteriores em que os homens do apito acabavam por ser malháveis, este ano, foram intransigentes, deixado Hélder Martins da Cruz “Maneda” sem margens de manobras.

Perante o triste cenário, “Maneda” que até então fazia-se passar como grande iluminado, não foi suficientemente competente para solucionar os problemas da arbitragem e, consequentemente, conduzir os destinos da modalidade até ao fim do mandato.

Numa atitude considerada de pura cobardia pelos amantes da modalidade, “Maneda” e mais cinco “colaboradores” acabaram por “fugir” da federação.

LUANDA EM CENA 

Depois do “escândalo” protagonizado por Hélder Martins da Cruz “Maneda”, a Associação Provincial de Basquetebol de Luanda, liderada por Carlos Júlio, antigo juiz internacional, foi obrigada a fazer disputar o Campeonato Provincial para salvar os clubes da capital do país, Luanda, do interminável defeso. 

Diante da inoperância da FAB, os clubes reuniram e conseguiram encontrar um meio termo, para que a 42ª edição do Campeonato Nacional pudesse seguir o seu curso normal. Os clubes tiveram que assumir as dívidas que “Maneda” contraiu com os homens do apito. 

Madeira assume presidência 

O dirigismo desportivo angolano esteve na mó de cima no ano que caminha para o seu final, com a ascensão de Paulo Madeira à presidência da Fiba-Afrique para a Zona VI.

O antigo presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) substituiu no cargo, o moçambicano Aníbal Manave, que assumiu a presidência da Fiba-Afrique.

Entretanto, a candidatura de Paulo Madeira foi apresentada a menos de 24h00, em virtude da FAB, até então liderada por Hélder Martins da Cruz “Maneda”, ter tentado impedir que o candidato angolano pudesse concorrer ao carga da Zona VI, ao atribuir tardiamente a carta de autorização.

Paulo Madeira levou consigo dois compatriotas que estão a exercer funções na Zona VI, nomeadamente, Ngouabi Salvador, como secretário-geral, e Adriana Sebastião “Didi”, que lidera a Comissão Médica.                              

Criada Comissão de Gestão “ad hoc”
Gustavo Vaz Dias da Conceição, actual presidente do Comité Olímpico Angolano (COA), lidera a Comissão de Gestão “ad hoc” da Federação Angolana de Basquetebol, estrutura criada para salvar a modalidade, depois Hélder Martins da Cruz “Maneda” e mais cinco membros de direcção terem renunciados os respectivos cargos. Após a realização da Assembleia-Geral Extraordinária, os associados decidiram colocar por meio de voto, o antigo presidente da FAB, para conduzir a Comissão de Gestão “ad hoc” até ao final do mandato. O antigo internacional angolano venceu com 34 votos a favor e uma abstenção. Fazem parte da referida estrutura, António Celestino Sofrimento Manuel, ou simplesmente, Tony Sofrimento, António Bi-figueiredo, Anselmo Monteiro e Berandau Júnior, respectivamente.                                                       Interclube falha pelo segundo ano consecutivo 
A formação do Grupo Desportivo Interclube falhou pelo segundo ano consecutivo à conquista do título africano de clubes a nível dos seniores feminino, ao perder na final diante da similar do Ferroviário de Maputo, por 90-91, após prolongamento, já que no período regulamentar as duas colectividade estavam igualadas a 82 pontos. Com mais este desaire, a equipa adstrita a Polícia Nacional, por sinal, a agremiação mais titulada do continente africano, com cinco troféus, adiou mais uma vez o sonho do sexto anel continental. Sob liderança do técnico angolano, Apolinário Quaresma Paquete, a equipa do Grupo Desportivo Interclube efectuou uma fase preliminar espectacular, em que somou apenas triunfos a semelhança do que aconteceu na etapa seguinte da prova, tendo baqueando apenas na grande final, frente aos moçambicanas do Ferroviário de Maputo. Apesar da derrota, a formação angolana continua a liderar o ranking da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores feminino, com cinco títulos.