“Maneda” deixa FAB em “coma profundo”

Contra todas as expectativas, Hélder Martins da Cruz “Maneda”, presidente eleito da Federação  Angolana de Basquetebol (FAB) decidiu abandonar o barco em pleno auto mar, numa altura em que a modalidade atravessa a pior crise de todos os tempos.

Contra todas as expectativas, Hélder Martins da Cruz “Maneda”, presidente eleito da Federação  Angolana de Basquetebol (FAB) decidiu abandonar o barco em pleno auto mar, numa altura em que a modalidade atravessa a pior crise de todos os tempos.

Apontado inicialmente como o grande salvador, dado o “suposto” sucesso a nível do ramo empresarial,  “Maneda” e os seus colaboradores conseguiram num curto espaço de quase três anos  colocar  uma das modalidades mais tituladas do país, a par do andebol feminino, num precipício jamais visto.

Inconformado com o cargo de vice-presidente da Mesa da Assembleia-Geral da FAB, Hélder Martins da Cruz “Maneda” decidiu abandonar o lugar para disputar a presidência da FAB, na altura sob comando de Paulo Madeira.

Apesar de ter conseguido reunir figuras de proa, a nível da bola ao cesto e não só, “Maneda” viu a sua lista a ser chumbada pela Comissão Nacional Eleitoral, dado a presença de Carlos Almeida, que na altura era deputado à Assembleia Nacional pelo Partido dos Camaradas, o MPLA, e que era proposto para ocupar a presidência da Mesa da Assembleia-Geral.

Paulo Madeira, presidente cessante, permitiu que o seu oponente concorresse ao pleito eleitoral, tendo sido surpreendido com uma vitória de Hélder Martins da Cruz “Maneda”. Apregoando uma gestão participava, em que o diálogo era uma das premissas fundamentais, os associados “estranhamente” acabaram por legitimar um presidente que viria a desprestigiar uma modalidade que tantas alegrias deu ao país, ao longo de quase trinta décadas.

Depois de ter sido empossado em Março de 2017, Hélder Martins da Cruz “Maneda” rapidamente mudou o seu discurso e passou a gerir a direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) ao seu belo prazer, para a insatisfação de muitos dos seus colaboradores. A relação  com os demais membros passou a se tornar cada vez mais difícil, dado a arrogância do então presidente de direcção da FAB, que se apresentava como o grande iluminado. 

Aliado a isso, a desorganização administrativa atingiu níveis alarmantes, para a tristeza da família da “bola ao cesto”, que rapidamente deram-se conta que haviam feito uma escolha errada. E, sem margens de manobra, Hélder Martins da Cruz anunciou em Janeiro do ano que está prestes a findar, que iria abandonar o cargo, alegadamente, por falta de apoios sobretudo do Ministério da Juventude e Desportos (Minjud).

Estranhamente, “Maneda” deu o ditou pelo não dito, e manteve-se agarrado ao cargo até a realização da Copa do Mundo da República Popular da China, para consumar a sua “fuga” deixando deste modo, a modalidade no fundo do poço.

Com ela saíram também, Benjamin Romano, Maria Barbosa “Manú”, Luís Garrido, Gerson Sequeira e Adilson Muandumba, deixando a direcção da FAB sem quórum.