Smouha do Egipto acompanha 1º de Agosto

A Selecção Nacional de basquetebol em seniores masculino assegurou no ano que hoje termina, a sua quinta presença consecutiva numa fase final de uma Copa do Mundo.

A Selecção Nacional de basquetebol em seniores masculino assegurou no ano que hoje termina, a sua quinta presença consecutiva numa fase final de uma Copa do Mundo, a nível da “bola ao cesto”, oitava no geral, competição que vai decorrer de 31 de Agosto a 15 de Setembro de 2019, na República Popular da China.
Sob comando do técnico norte-americano, Will Voigt, que substitui no cargo, Manuel Silva “Gi”, angolano de nacionalidade, logrou tal feito, depois de ter feito o pleno durante a disputa da quinta e derradeira janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, referente ao Grupo E, prova que a capital do país, Luanda, acolheu de 30 de Novembro última a 02 do mês em curso, no Pavilhão Arena do Kilamba.
Quando precisava apenas de duas vitórias, para assegurar o segundo passe para a aludida competição, já que o primeiro pertencia a Tunísia, vencedor do Grupo E, com 22 pontos, contra 21 de ANGOLA, o cinco nacional acabou por vencer as três partidas que disputou diante das similares dos Camarores (77-73), Chade (90-50), e Tunísia ( 69-63 ), respectivamente.
Entretanto, dos doze (12) jogos que disputou durante a fase de qualificação, os hendecacampeões africanos obtiveram nove triunfos, tendo averbado três derrotas, somando por isso, 21 pontos.
O combinado nacional, onze vezes campeão africano, fez a sua estreia numa fase final de um Mundial, em 1986, a convite da Fiba-Mundo, prova disputada no Reino de Espanha.
Em 1990, ANGOLA voltaria a marcar presença numa das competições mais importante a nível da “bola ao cesto, isto na Argentina, depois de ter conquista o seu primeiro anel continental, em 1989, prova disputada na capital do país, Luanda.
Seguiu-se depois o Mundial de 1994, competição que teve lugar em Toronto, Canadá, e para não variar, por ter sido vencedor do título do Campeonato Africano das Nações, vulgo Afrobasket, de 1993.
Em virtude de ter perdido o título africano em 1997, africano disputado em Dakar, capital senegalesa, os hendecacampeões africanos interrompiam o ciclo de presenças em Mundiais, competição disputada na Grécia, isto em 1998.
Em 2002, em Indianápolis, Estados Unidos da América, o cinco nacional retomava o seu ciclo de presenças em fases finais dos Camapeonatos do Mundo, seguind-se, Japão, 2006, tendo dos hendecacampeões africanos obtido a melhor classificação de todos os tempos (nono lugar), Turquia, 2010 e Espanha, 2014, respetivamente.

BASQUETEBOL
RANKING

Hendecacampeões
africanos
sobem um degrau

Lamentavelmente, o ano que hoje encerra, no calendário grigoriano, acabou por ser à semelhança de 2017, extremamente negativo para o combinado nacional, isto em termos de ranking mundial.
Depois de ter baixado 21 lugares em 2017, saindo do lugar 16 para o posto 37, os hendecacampeões africanos apesar de terem conseguido a qualificação para a fase final da Copa do Mundo da República Popular da China, competição a decorrer em oito cidades daquele país asiático, nomeadamente, Beijing, Shanghai, Nanjing, Wuhan, Foshan, Shenzhen, Dongguan e Guangzhou, subiu apenas um degrau, estando nesta altura posionado no lugar 36, com 266 pontos, contra 783 pontos, dos Estados Unidos da América, que continuam no top da tabela classificativa, num universo de 166 países.
Já a nível do ranking africano, a Seleção Nacional ocupa agora o segundo lugar, ao passo que a Nigéria está no primeiro posto. Senegal e Tunísia ocupam as posições imediatas.
A Espanha, campeã mundial de 2006, no Japão, ocupa o segundo lugar do ranking, com 702 pontos, ao passo que a França, de Tony Parker, está no terceiro posto, com 650, 2 pontos.
Os desempenhos menos conseguidos do cinco nacional, sobretudo em 2017, já sob liderança de Helder Martins da Cruz “Mendes”, levou a Selecção Nacional a registar a pior queda de todos os tempos no ranking da Fiba-Mundo, desde que o país começou a se afirmar não apenas no continente africano e mesmo mundial, como “Nação da bola ao cesto”.
Aliás, o apuramento à fase final da Copa do Mundo da República Popular da China deve-se em parte, ao facto da direcção da FAB ter chamado a si a organização quer da primeira janela de qualificação zona africana, quer a última e derradeira janela.
Os angolanos aproveitaram o factor casa, mesmo não jogando ao seu melhor nível, conseguiram seis vitórias, em igual número de vitórias, facto que contribuiu em grande medida para o apuramento à fase final da Copa do Mundo de 2019.
Nigéria é nesta altura a nação africana melhor classificada do ranking mundial, ocupando o lugar número 33, com 292, 8 pontos. Senegal está na posição 39, com 261,2 pontos.
Tunísia, actual campeão africana, ocupa o lugar 51, com 206, 3 pontos, contra 197, 2 do Egipto, penta campeão africano, no posto número 52.                                          

BAIXA
Soares
de Campos
enluta
arbitragem

O antigo árbitro internacional angolano, António Soares de Campos, de 67 anos de idade, mas conhecido nas lides da “bola ao cesto”, como Nelson Campos, faleceu a 10 do mês em curso, na capital do país, Luanda, vítima de um AVC, quando se dirigia ao seu local de serviço a bordo da sua viatura.
A morte do ex-categorizado árbitro internacional deixou sem margens de dúvidas, um grande vazio a nível do apito angolano.
Depois de se ter notabilizado ao serviço do Futebol Clube Vila Clotilde, como jogador, passando posteriormente para o Ferroviário, onde foi campeão nacional, em 1978, Nelson Soares de Campos decidiu abraçar a arbitragem no final da sua carreira, tendo se evidenciado, quer a nível do continente africano, quer a nível mundial, apitando grandes eventos a nível da “bola ao cesto”.
Após pendurar o apito, Nelson Soares de Campos liderou por vários anos a arbitragem no órgão reitor da modalidade, tendo posteriormente, passado a coordenar todas as provas nacionais.
No seu vasto corriclum como juiz internacional, constam quatro Campeonatos do Mindo a nível dos seniores masculino, três Jogos Olímpicos, um Toneio Pré-Olímpico, dois Campeonatos de Mundo de juniores masculino, dois Afrobasket’s masculino, dois Agribasket’s feminino, um Afrobasket de Sub-22, um Jogo da África Austral, dois torneios internacionais militares, entre outros feitos.