Aberto o caminho

A Selecção Nacional deu um importante passo para o apuramento aos grupos da campanha selectiva ao Campeonato do Mundo de 2022, no Qatar, ao vencer a similar da Gâmbia por 1-0, no Independence Stadium, em desafio válido para a primeira "mão" da preliminar. O jogo de resposta acontece na próxima terça-feira, 10 de Setembro, em Luanda.

A Selecção Nacional pode confirmar, na próxima terça-feira, dia 10, no Estádio 11 de Novembro, o apuramento à última eliminatória da fase de grupos de qualificação ao Mundial do Qatar. A vitória (1-0) muito bem conseguida ontem, em Bakau, sobre a Gâmbia, no embate da primeira-mão, coloca os Palancas Negras em vantagem e dependentes de si mesmo para lograr o feito.
Angola abordou da melhor forma o jogo, olhos nos olhos, de peito aberto e sem complexos. Tal atitude viria a ser compensada com largos períodos de posse de bola e de disposição de oportunidades de golo.
Tal como já esperava, Pedro Gonçalves colocou em campo um “onze” que trouxe alterações em alguns sectores. Na defesa, Núrio Fortuna “roubou” o lugar a Paizo, enquanto as encomendas do ataque foram confiadas ao promissor Fábio Abreu, na ausência de Gelson Dala.
Povoados no sector intermédio pelos pares compostos por Herenilson/Show, na posição de médios mais recuados, e Mateus Galiano/Geraldo, na missão de flanqueadores, coube a Fredy a responsabilidade de fazer a leitura do jogo ofensivo da equipa e municiar o ataque.
O posicionamento táctico do combinado nacional surtiu os efeitos desejados, na medida em que a selecção criou condições para incomodar quanto basta o último reduto dos donos da casa. De igual modo, a muralha defensiva angolana mostrou-se impecável na missão de afastar o perigo para longe da área de Toni Cabaça.
Com a bola a rondar vezes sem conta a área da Gâmbia, viria a ser aos 31 minutos, por intermédio de Wilson Gaspar, que Angola adiantaria-se no marcador, na sequência de uma bola parada, competentemente cobrado pelo “maestro” Fredy.
Na segunda parte, os gambianos regressaram ao jogo com um futebol cheio de intenções. Ou seja, os donos da casa passaram a assumir mais vezes o domínio da posse de bola, embora a Selecção Nacional procurasse sacudir, como podia, a pressão a que esteve sujeito nesse período.
A passagem do minuto 60’, Angola experimentou momentos de autêntico sufoco, com a Gâmbia a circular o seu futebol em zonas nevrálgicas do meio-campo angolano. E pode o conjunto nacional agradecer a segurança de Toni Cabaça entre os postes.
A mexida efectuada pelo seleccionador, a meio da segunda parte, com as entradas de Macaia, Zito Luvumbo e Yano, pouco ou quase nada trouxe de novo ao futebol da selecção, que continuou a oferecer espaços ao adversário.
A medida que o jogo caminhava para o fim, crescia a pressão da selecção Gâmbia. A dada altura, o ataque sufocava a defensiva angolana, que viveu períodos de intenso calafrio. Mas o combinado nacional soube aguentar-se e jamais deixou fugir o “passarinho” entre os dedos.