Brilho das Selecções Nacionais

Os basquetebolistas angolanos sempre assumiram o verdadeiro papel no contexto das nações

O Dia 4 de Abril de 2002, a par do dia 11 de Novembro de 1975, constituem, sem sombras de dúvidas, as datas mais importantes da Nação Angolana, que se prepara para comemorar o seu quadragésima sexto aniversário de Independência Nacional, com o desporto sempre a assumir o seu verdadeiro papel no contexto das Nações.
Em dezanove anos de Paz efectiva, realce para os dois Campeonatos Africanos de Sub-16 e Sub-18, isto na classe masculina, feito conseguido pela dupla técnica Manuel Silva \"Gi\" e Miguel Pontes Lutonda.

Depois de ter arrebatado os três primeiros Campeonatos Africanos de jovens, na década 80, período em Angola vivia ainda a guerra fria, os angolanos voltavam a subir ao pódio em 2013 (Sub-16), e em 2016 (Sub-18), feitos alcançados em período de Paz efectiva.
Entretanto, já com relação aos oito Campeonatos Africanos das Nações de Basquetebol em seniores masculinos, vulgo Afrobasket, que a Selecção Nacional disputou em dezanove anos de Paz efectiva, o cinco nacional conseguiu arrebatar cinco “anéis” continentais, tendo perdido três.

O castelo que começou a ser construído na década de 80, período em que o país vivia uma guerra sangrenta, começou a ser fortalecido a partir de Abril de 2002, altura em que Angola passou a viver, verdadeiramente, num clima de paz efectiva. Com vários desafios pela frente, o Executivo Angolano passou a investir cada vez mais no desporto , no geral, e no basquetebol, em particular, fundamentalmente, nas infra-estruturas desportivas.
A viver os primeiros meses de Paz efectiva, Angola conquistava no Egipto, em 2003, o primeiro título africano sem o roncar dos canhões.
Neste mesmo Afrobasket, ganho num clima de Paz, os angolanos testemunhavam o adeus à Selecção Nacional de um dos melhores jogadores da história do basquetebol angolano e africano, no caso, Jean Jacques N’zadi Conceição, ou se preferirem, Jean Jacques da Conceição. Depois de ter brilhado no velho continente, com destaque para Portugal e França, o poste angolano deixaria o seu lugar para os mais novos.

Ainda em 2005, outra figura emblemática do basquetebol dizia adeus à Selecção Nacional.
Trata-se de Ângelo Vitoriano. Sob liderança do técnico angolano Alberto de Carvalho “Ginguba”, a Selecção Nacional viria a estabelecer a melhor classificação de todos os tempos, em fases finais de uma Copa do Mundo (prova antes designado Campeonato do Mundo) ao classificar-se em nono lugar no mundial do Japão, em 2006.
Para além do honroso nono lugar, o combinado nacional deixou ainda a marca de ter sido a primeira selecção na história dos mundiais a impor três prolongamentos à forte selecção da Alemanha.

Depois, seguiram-se as conquistas do Afrobasket de 2007, competição realizada em cinco cidades do país, Luanda, Cabinda, Benguela, Huíla e Huambo, e o Afrobasket da Líbia, em 2009.
Em 2011, em Antananarivo, capital do Madagáscar, Angola interrompia a série de vitórias. Em 2013, Paulo Macedo e os seus pupilos reconquistavam o anel continental.
Com a conquista do Campeonato Africano das Nações, em 2003, Angola carimbava pela quarta vez, consecutiva, o passe para os Jogos Olímpicos de 2004, prova que foi disputada em Atenas, Grécia. Apesar de perder uma das maiores lendas da “bola ao cesto”, o cinco nacional, sob liderança do luso-guineense Mário Palma, com um conjunto rejuvenescido, a Selecção Nacional conquistava em Argel, em 2005, o segundo anel africano em tempo de Paz efectiva.
Carlos Morais, Olímpio Cipriano e Armando Costa, na altura bastante jovens, faziam a sua estreia na Selecção Nacional.