1º de Agosto em Manzini para apanhar Andorinhas

Militares do Rio Seco jogam hoje em eSwatini apostados no controlo da lideran?a antes da pausa para o Mundial

Consistência defensiva e eficácia no ataque é o que se recomenda ao 1º de Agosto, hoje às 14h00 (tempo de Angola), no Estádio Mavuso, em Manzini, para triunfar frente ao Mbabane Swallows do Reino de eSwatini (Suazilândia), na segunda jornada do Grupo D da 22ª edição da Liga dos Clubes Campeões Africanos de futebol.

Depois do empate (1-1), sábado passado no Estádio Nacional 11 de Novembro, na recepção aos tunisinos do Étoile Sportive du Sahel, que agradeceram o facto dos angolanos não apoiarem os seus representantes nas Afrotaças, os militares do Rio Seco estão focados na conquista da vitória, de modo a partirem para a pausa  de dois meses, imposta pela disputa do Mundial da Rússia, no comando da série.

No desafio, que tem arbitragem de Souleiman Ahmed Djamal, auxiliado por Farhan Bogoreh Salime e Salah Abdi Mohamed, trio de árbitros do Djibuti, o 1º de Agosto de-ve evitar repetir o festival de oportunidades de golo desperdiçadas na estreia que marcou o seu regresso à grande montra do futebol continental de clubes, depois de duas décadas de ausência, com várias tentativas sem sucesso pelo meio.

A equipa técnica encabeçada por Zoran Maki incidiu a preparação da abordagem do desafio na melhoria do processo ofensivo. Ivo Traça, treinador-adjunto, passou a receita para o sucesso fora de portas: “Sabemos que vamos defrontar um adversário mais aguerrido, que recorre muito ao contacto físico, na disputa dos lances. Mas isso não nos impede de ambicionar a vitória em casa do adversário. A equipa está pronta”.

Um triunfo coloca os “ru-bro-negros” na primeira posição do grupo e ficam à espera do desfecho do jogo de amanhã às 20h00, no Estádio Olímpico de Sousse, entre o Étoile du Sahel e o Zesco United da Zâmbia, com a arbitragem dos ar-gelinos Mehdi Abid Charef, Abdelhak Etchiali e Bonabdallah Omari.

 

Equilíbrio da equipa
Apesar de privado dos préstimos de atletas influentes no plantel, designadamente Razaq Akanini e Natael (le-sionados), Nelson Luz (recupera de paludismo) e Gogoró, dispensado para acompanhar o óbito do pai, o 1º de Agosto ensaiou um curto estágio, realizado na cidade sul-africana da África do Sul, uma postura destinada ao controlo dos ritmos do jogo.

O trabalho da semana deixou claro que Zoran Maki vai, à partida, repetir a equipa lançada de início frente ao Étoile du Sahel, com Neblu na baliza, Isaac, Dany Massunguna (ca-pitão), Bobó e Paizo, no quarteto defensivo, Macaia, Ibukun, Geraldo, Fofó e Mongo formam a estrutura do meio campo, enquanto Jacques respondem pelas despesas do ataque. O 4-2-3-1 é o de-senho táctico preferencial do técnico sérvio.Travar a força finalizadora de Felix Badenhorst é uma das preocupações do em-baixador angolano. O médio ofensivo, autor de três dos oito golos, tem sido o grande trunfo do Mbabane Swallows. Wonder Nhleko e Tony Tsabedze contribuíram com dois tentos cada um, enquanto Mangaliso Simanga Shongwe evitou a derrota na estreia di-ante do Zesco United, na cida-de de Ndola.

Fundado em 1948, o campeão da Primeira Liga MTN de eSwatini, título já revalidado, está galvanizado pelo domínio da competição in-terna. A uma jornada do fim do campeonato, comanda invicto a tabela classificativa, com 59 pontos, mais quatro que o Young Buffaloes, com o registo de 17 vitórias, oito empates, 47 golos marcados e 14 sofridos, em 25 jogos disputados.A equipa do Swallows, ori-entada há dois anos por Tha-bo Vilakali, joga com frequência também em 4-2-3-1. O “onze” base é formado por Sandile Ginindza (número 30), Sanele Mkhweli (20), Mandla Palma (6), Stanley Umakoro (18), Sifiso Mabi-la (12), Njabulo Ndlovu (15), Bawele Sikhondze (11), Felix Badenhorst (7), Tony Tsabe-dze (17), Wonder Nhleko (dez) e Daniel Atakorah (nove).Os jogadores mais utilizados são Ginindza, Palma, Umakoro, Mabila, Badenhorst e Nhleko, com 270 minutos. Do banco de suplentes saltam com certa regularidade Siman-ga Shongwe, Lungelo Nyumalo e Siphamandla Matsenjwa.