Futebol

Grandes mandam na Taça

Seis jogos abrem esta tarde os oitavos -de-final da Taça de Angola, com destaque para a partida entre o Sagrada Esperança e o Recreativo do Libolo, no Dundo. Os grandes têm tarefa menos complicada e podem confirma a passagem aos quartos-de-final.

O Sagrada Esperança da Lunda Norte foi ontem afastado da Taça de Angola, ao perder com o Recreativo do Libolo, por 0-2, em jogo dos oitavos-de-final disputado na cidade do Dundo.

 Os golos fotam marcados por  Gomito (35 minutos) e  Pedrito (86 minutos), istpo é já na segunda parte porque foram ao intervalo empatadas a zero.
 
Trata-se do 12º jogos disputados entre si mas o primeiro da taça. Nas cinco deslocações a terras diamantíferas, o Libolo garimpou apenas uma única vez em 2008, vencendo por 1-0.

O s restantes desafios ficaram pelo empate. Apesar de o favoritismo pender para os donos da casa, a equipa de Miller Gomes leva vantagem nos jogos disputados, contabilizando quatro vitórias, uma derrota e seis empates.

Sob a orientação do árbitro Inácio Rangel, auxiliado por Gerson Emiliano e  Wilson,   Tyamba, tendo como 4º árbitro Donaciano Mulumba e Comissário Luís Manuel João as duas equipas alinharam da seguinte forma:
Sagrada Esperança - Bombassa, Fatite (Capitão), Mariano, Maló, Natael (Bugus 69'), Patrick II, Ary (Guedes 56'), Patrick, Lelas, Mauro e Mendinho (Albano 81').
 Recreativo do Libolo - Landu, Gomito (Capitão), Eddie, Edy Boyom (Boca 89'), Mingo Sanda, Dário (Quinzinho 41') Wires (Pedrito 81'), Dany, Sidnei, Diawara e Evandro.


Petro passa pelo 4 de Abril

Petrolíferos alcançam quartos-de-final
com vitória sobre o conjunto do Cuando Cubango


O Petro de Luanda apurou-se ontem para os quartos-de-final ao derrotar o 4 de Abril, por 5-2, num jogo com duas partes distintas. Na primeira domínio absoluto dos petrolíferos e, na segunda, reacção positiva do conjunto do Cuando Cubango, que foi superior ao adversário nos últimos 45 minutos da partida.

Diga-se que, perante um adversário que se sabia, a prior, não reunir força colectiva e tão pouco solidez competitiva para oferecer resistência, o Petro foi superior, muito cedo "alugou" o meio campo do 4 de Abril, chamou a si as despesas do jogo e assumiu o domínio territorial da partida.

Se por um lado os petrolíferos mostraram que não estavam no jogo para "meias medidas", por outro, a turma do Cuando Cubango deixava transparecer a ideia clara de um conjunto inexperiente, fraco e incapaz de resistir ao enorme caudal ofensivo a que esteve sujeito desde os primeiros instantes da partida.

A verdade é que o 4 de Abril entrou para o jogo a "dormir" e quando "acordou" já perdia por 2-0, na sequência dos golos madrugadores de Manguxi e Gilberto, aos 3m e 10m. O conjunto do Cuando Cubango não havia forma de repensar a estratégia e muito menos  João Machado descobria o antídoto para "estancar" a enorme "hemorragia" que se fazia sentir nos seus sectores mais recuados.

Disposto a dilatar a vantagem, o Petro jamais tirou o "pé do acelerador". Com Chara e Gilberto a aproveitarem ao máximo as brechas oferecidas pelo adversário e diante de uma defesa demasiado promissora, foi com muita naturalidade e também facilidade que Manguxi chegou ao "hack-tric" no jogo, aos 27m e 29m, com golos de belo efeito.

A perder por 4-0, o 4 de Abril passou para dentro do relvado a imagem clara de ter atirado a toalha ao tapete, pois não havia na equipa de João Machado sinais evidentes de alguma reacção em conformidade. E como não bastasse isso, o quinto golo, aos 34m, por Flávio Amado, veio anunciar uma goleada por números ainda mais expressivos.

A segunda parte trouxe uma equipa do Cuando Cubango melhor, muito mais atrevida e destemida a imprimir maior dinâmica ao seu futebol. Também muito pelo facto do conjunto petrolífero ter relaxado nesse período, o 4 de Abril aproveitou para chegar mais vezes junto do último reduto dos "donos da casa".

Realmente a postura endiabrada adoptada pelos "forasteiros" acabou por fazer mossa na defensiva petrolífera. Já sem o organizador Gilberto, o Petro perdeu consistência no meio-campo e acabou por entregar, de bandeja, a zona intermédia ao adversário. E fruto desta atitude aguerrida, não admirou que o 4 de Abril reduzisse a desvantagem, aos 79m, na sequência de um golo de Nelo.

O golo conseguido pela equipa do conjunto do Cuando Cubango veio espevitar ainda mais a equipa, que intensificou as investidas junto à baliza de Lama. Ao contrário da primeira parte, os pupilos de João Machado passaram a incomodar mais vezes a defensiva da formação de Alexandre Grasseli, que voltariam a sofrer o segundo golo, aos 77m, rubricado por Tchube, numa jogada individual de belo efeito.

Do Petro ficou a impressão de ter relaxado muito cedo e de não ter acreditado na capacidade do adversário reduzir a desvantagem, ao passo que do 4 de Abril ficou a imagem de um conjunto que não abordou muito bem os primeiros minutos do jogo com os petrolíferos.

ARBITRAGEM
Trabalho regular


A arbitragem protagonizada pelo trio encabeçado por José Álvaro não merece qualquer contestação. Num jogo também sem casos polémicos, facilitado acabou por ser o trabalho da equipa de árbitros. Disciplinarmente, o juiz da partida não teve também muitos motivos para mostrar a cartolina amarela e tecnicamente esteve muito bem a acompanhar de perto todas as jogadas.

A FIGURA
Manguxi foi
o "carrasco"


O jogo de ontem pode ter confirmado o surgimento de um novo goleador para o ataque do Petro de Luanda. Na "ausência" da eficácia de Flávio e Keita, o jovem camisola 26 dos petrolíferos mostrou ser a boa alternativa. Manguxi fez três golos e ajudou a equipa petrolífera a construir uma goleada, construída muito cedo. Com o "hack-tric", o avançado não só provou a sua veia goleadora, mas também deixou um sério aviso ao técnico Alexandre Grasseli.