D´ Agosto e Sagrada mais próximos da final

Sem a emoção apaixonante dos adeptos nas bancadas, o 1º de Agosto, venceu, ontem, pela margem mínima, 1-0, o FC Bravos do Maquis, no estádio 11 de Novembro, jogo disputado à porta fechada, devido a prevenção ao coronavírus, referente à primeira mão das meias-finais da Taça de Angola.

Sem a emoção apaixonante dos adeptos nas bancadas, o 1º de Agosto, venceu, ontem, pela margem mínima, 1-0, o FC Bravos do Maquis, no estádio 11 de Novembro, jogo disputado à porta fechada, devido a prevenção ao coronavírus, referente à primeira mão das meias-finais da Taça de Angola.
Os militares não fizeram o habitual estudo do adversário e entraram a pressionar, chegando ao golo madrugador aos 7´, por Mabululu, através de um pontapé acrobático, a finalizar uma assistência de Zito Luvumbo, golo esse que colocou os agostinos em vantagem na eliminatória.
Com a vantagem os pupilos de Dragan Jovic continuaram a dominar o desafio, com maior posse de bola, sempre com Ary Papel, Mabululu e Zito a protagonizarem alguns lances de perigo para baliza de Landu. Apesar disso, os visitantes não cruzaram os braços e iam criando algumas situações de perigo, ainda que tímidas, para a baliza de Julião, que fez a sua estreia nesta época, entre os postes militares.
O primeiro desafio da época que se disputou à porta fechada, em obediência ao comunicado do Ministério da Saúde, para a prevenção do coronavírus, teve sempre os agostinos no controlo do desafio.
As duas equipas que se enfrentaram no último sábado, no mesmo local, para o Girabola Zap, com vitória dos rubro-negro, por 3-1, foi disputado de forma diferente, pois tratou-se de uma eliminatória a duas mãos, onde os maquisardes preferiram manter a diferença mínima para resolverem no seu reduto.
No reatamento Zeca Amaral fez duas mexidas de uma só sentada, com as entradas de Gazeta e Mussumari para os lugares de Gaca e Adérito, procurando importunar mais o último reduto dos militares e se possível, chegar a igualdade. O desafio ganhou mais velocidade com os maquisardes a incomodarem mais a defesa agostina.  
Belito, aos 76´, mandou uma \"bomba\" de fora da área, mas a bola passou próxima a baliza de Julião, naquele que foi um dos grandes perigos no segundo tempo para os visitantes. A resposta surgiu aos 84´, através de um remate de livre indirecto cobrado por Mongo, que obrigou Landu a uma grande defesa para canto. 
Contudo, apesar dos esforços de ambos os lados, o resultado manteve-se inalterável, mesmo depois do remate de Estevão, que obrigou Julião a mandar a bola para canto, a cabeçada de Fabrício, que embateu num defensor, desviando a trajectória, e ainda o desvio de cabeça de Belito.
O árbitro José Chitumba realizou um trabalho regular, sem qualquer influência no resultado final. O juiz da província da Huíla acompanhou as jogadas de perto e soube gerir o jogo, que contou com um bom comportamento dos jogadores de ambas as equipas, pois puxou os cartões amarelos em poucas ocasiões. O \"homem do apito\" não esteve envolvido em situações polémicas.


SAGRADA 3 VS 1 INTERCLUBE
 Diamantíferos convencem polícias

O Sagrada Esperança está bem encaminhado para disputar, em Maio próximo, a final da Taça de Angola, edição 2029/2020. A vitória sobre o Interclube, por 3-1, ontem, no Dundo, no jogo da primeira mão da meia-final, dá garantias à equipa de Roque Sapiri em atingir tal desiderato. 
Os diamantíferos, que aos 48 minutos, perdiam por 1-0, com o golo do Interclube a ser marcado por Dasfaa, tiveram competência para desfazer a vantagem dos polícias. Tady, Femy e Chico, aos 55, 74 e 90+2 minutos, foram os marcadores de serviço da equipa adstrita à Endiama. 
O Interclube, isso percebeu-se muito cedo, estava disposto a mandar no jogo e o fez. Ou seja, a equipa da Polícia atacava forte e o Sagrada Esperança limitava-se a responder em contra-ataque. Por isso, a primeira e única situação de golo, remate direccionado à baliza, pertenceu aos forasteiros. O médio Carlinhos rematou forte à entrada da grande área, mas Langanga, mesmo em dificuldades, evitou o pior. 
A partir dos 20 minutos de jogo, o Sagrada Esperança melhorou o seu futebol e por várias ocasiões chegou à baliza do Interclube, mas não conseguiu  meter a bola na rede adversária.
A primeira parte quase não teve história para contar. O facto de os 4 golos do jogo terem sido marcado no segundo tempo, diz tudo. Porém, tal como nos primeiros 45 minutos, foi o Interclube quem entrou melhor na partida, com jogo intenso e protagonizou a primeira jogada de ataque que resultou em golo, numa jogada de contra-ataque, aos 48´, Dasfaa, que já representou o Sagrada Esperança, apanhou distraída a defesa adversária, aproveitou da melhor forma e abriu o marcador. 
Depois de sofrer golo, os diamantíferos subiram no terreno e aos 55´, chegou ao empate. Em missão ofensiva, Lépua, que esteve praticamente ao lado do jogo na primeira parte, assistiu Tady  e o avançado apanhou a bola a  \"pingar\" e rematou para as malhas do guarda-redes JB.
Impulsionados pelo golo de empate , os lundas do norte imprimiram velocidade do seu jogo  o que lhes  valeu o segundo golo. O tento da reviravolta, que deixou o estádio ao rubro, foi apontado por Femy, aos 74´, num remate sem muita força, mas suficiente para o médio nigeriano bater JB.  O terceiro golo dos lundas, marcado por Chico, que saiu do bano, aconteceu aos 90+2´.    
  ARMANDO SAPALO, NO DUNDO