FAF considera positiva visita de Infantino

Angola recebeu um grande incentivo para a criação de condições objectivas de trabalhar com abnegação no desenvolvimento do futebol, em todo o território nacional, disse, em Luanda, o presidente da Federação Angolana da modalidade (FAF), Artur Almeida e Silva.

Angola recebeu um grande incentivo para a criação de condições objectivas de trabalhar com abnegação no desenvolvimento do futebol, em todo o território nacional, disse, em Luanda, o presidente da Federação Angolana da modalidade (FAF), Artur Almeida e Silva.
No balanço da visita, de 24h00, do presidente da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), Gianni Infantino, que disponibilizou seis milhões de dólares americanos, em quatro anos, para projectos de desenvolvimento, o dirigente referiu à Angop que estão lançadas as bases e pressupostos fundamentais para o cumprimento dos propósitos da FAF.
“Depois da presença de ilustre figura ao nosso país e auditoria das contas da FAF, feitas por uma instituição neutra, que permitiu a retirada do país da lista negra, o futebol angolano passa a ter mais apoios e incentivos por parte da FIFA”, realçou.
Prosseguiu que “a componente financeira vai propiciar uma forte aposta em infra-estruturas, futebol jovem e feminino, que há muito esteve suspenso. Por isso, podemos concluir que a visita de Gianni Infantino foi uma grande mais-valia para Angola”, frisou.                       
A cedência do campo de São Paulo, por parte do Governo Provincial de Luanda, para a criação do futuro centro de treinos das selecções nacionais jovens, com o suporte financeiro da FIFA, bem como as possibilidades de implementação de outros projectos de massificação do futebol, também, foram apontados como ganhos da visita.
Quanto à tão propalada auditoria às contas da FAF, encomendada pela FIFA à empresa PWC, em 2017, o presidente do órgão reitor do futebol mundial disse sentir-se satisfeito com o resultado do trabalho, sem entrar em detalhes.
Integraram a delegação da FIFA, entre outros, a secretária-geral, Fatma Diouf Samoura (Senegal), o presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Ahmed Ahmed (Madagáscar), além do ex-internacional camaronês Samuel Eto\'o.
Nascido em Briga, na Suíça, a 23 de Março de 1970, Gianni Vincenzo Infantino dirige a FIFA desde 26 de Fevereiro de 2016, além de ter sido secretário-geral da União Europeia de Futebol (UEFA), de 2009 a 2016.
É o segundo presidente da Federação Internacional de Futebol Associado a visitar Angola, depois de Joseph Blater, em Janeiro de 2010, por ocasião do CAN. Antes de Angola, Infantino trabalhou na Gâmbia, no Senegal, na Guiné Conacry, no Congo Kinshasa e em Moçambique, no quadro de um périplo que efectua pelo continente, para auscultação e apoio aos filiados.
A FIFA é uma organização sem fins lucrativos, fundada em Paris (França) a 21 de Maio de 1904. Dirige as Associações nacionais de futebol de 211 países, incluindo Angola, tem a sua sede na cidade suíça de Zurique.

FUTEBOL FEMININO
Infantino desafia Irene Guerreiro


O presidente da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), Gianni Infantino, incentivou a antiga internacional de futebol feminino, Irene Gonçalves, a prosseguir o trabalho de captação e expansão de novos talentos do género.
O facto aconteceu durante o jantar de despedida, do líder do órgão mundial do futebol e  deveu-se ao engajamento da ex-futebolista, na criação, massificação do sector no clube 1º de Agosto e a nível nacional, informou a própria, à Angop.
Segundo a actual responsável para o futebol feminino do 1º de Agosto, Infantino referiu que o desenvolvimento do sector feminino angolano é uma das prioridades da FIFA, pelo que desafiou a antiga goleadora a manter o trabalho de revitalização  do sector.
Por outro lado, Irene Gonçalves mostrou-se feliz, pelo apoio financeiro de seis milhões de dólares e outras regalias disponibilizados pelo órgão reitor do futebol mundial, mas argumentou que o sucesso do resultado deste investimento vai depender da gestão da FAF, que tem a responsabilidade de conduzir e controlar a dotação financeira vinda da FIFA.
Desde que o futebol feminino ressurgiu, em 2013, debate-se com falta de campeonatos nacionais e patrocínios para sua expansão e manutenção de equipamentos.
Para selar a responsabilidade, com o futebol feminino nacional, Gianni Infantino deixou em Angola a bola da final do campeonato mundial feminino que se disputou em Julho, em França.