Petro confirma fracasso na Liga

Petrolíferos têm esta época o pior registo de presenças na fase de grupos da prova africana

Com uma jornada por disputar, no dia 10 do corrente, em Casablanca, diante do Wydad, referente à sexta e última jornada do grupo C da fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões Africanos de futebol, a formação do Petro de Luanda está na iminência de fazer o seu pior registo na referida competição, caso não vença os marroquinos. 

Com apenas um ponto na tabela de classificação, fruto de quatro derrotas e um empate, os tricolores estão muito abaixo do grande desempenho de 2002, na altura sob comando do finado treinador brasileiro Djalma Alves Cavalcante, em que atingiu às meias-finais, depois de vencer o grupo B, deixando para trás os \"colossos\" Al Ahly do Egipto, ASEC  Mimosas de Abidjan e Belouizdad da Argélia.
Quando resta um jogo por disputar, o que os tricolores podem é alcançar a pontuação da época passada, 4 pontos, e mesmo assim não superariam a classificação obtida no mesmo período: terceiro do grupo.
Sábado último, no desafio referente à quinta jornada do grupo C, edição 2020/2021, disputado no Estádio 11 de Novembro, o Petro de Lunda voltou a perder em casa, diante do Horoya da Guiné Conacri, por 1-0, depois do desaire ante o Wydad de Casablanca, pelo mesmo resultado, na segunda jornada da competição.

A derrota diante dos guineenses coloca um ponto na final na possibilidade que a equipa angolana tinha em terminar, pelo menos, entre os três primeiros do grupo. Com apenas um ponto na tabela de classificação, o Petro de Luanda ficou sem hipóteses de superar o líder Wydad de Casablanca (14), Horoya da Guiné Conacri (2º/8) e Kaizer Chiefs (3º/8).
O desempenho (negativo) do Petro na presente temporada está à vista de todos. Ou seja, os números obtidos até à quinta jornada ajudam a dissipar dúvidas: quatro derrotas, um empate e nenhuma vitória; seis golos sofridos e nenhum marcado.
Com isso, o desejo tricolor em atingir os quartos-de-final na época em que começou a campanha continental com o treinador espanhol Toni Cosano, demitido por maus resultados, esfumou antes do término da fase de grupos.

Sangue novo

Se do ponto de vista competitivo a equipa está em apuros na prova, o mesmo não se pode dizer daquilo que são as pretensões da nova equipa técnica do Petro de Luanda para o futuro. Mateus Agostinho \"Bodunha\" está a \"lançar\" jovens talentos à equipa principal, sendo que alguns deles já começaram a jogar, inclusive, nas provas africanas e têm emprestado mais qualidade ao plantel.
Trata-se dos médios Nelinho (fez parte da selecção Sub-17 no Mundial do Brasil em 2019) e Vidinho, do central Mindinho e do avançado Lisandro.


Tricolor brilhou na época 2002

A equipa do Petro de Luanda já disputou 17 jogos na fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões Africanos de Futebol. No geral, marcou 18 golos e sofreu 28. A época de 2002, em que apontou 10, foi a mais produtiva. Eis a classificação das presenças da equipa angolana na prova: