Qualificação ao Mundial deslumbra angolanos

Palancas Negras e Palanquinhas tiveram excelentes prestações nos campeonatos da Alemanha (2006) e do Brasil (2019)

A presença das selecções nacionais de futebol de honras e de Sub-17 nos Campeonatos do Mundo da Alemanha (2006) e Brasil (2019), ambas pela primeira vez, marcou o desporto-rei angolano nos 19 anos de paz efectiva, depois de o calar definitivo das armas em 2002.
        A qualificação do grupo às ordens de Luís de Oliveira Gonçalves para o Mundial da Alemanha, selada no dia 8 de Outubro de 2005, no Estádio Amahoro, em Kigali, na vitória (1-0) sobre os rwandeses, deixando para trás a poderosa Nigéria, resultou da crença, determinação e qualidade do futebol apresentado nos seis jogos na fase de grupos, o que deixou o país deslumbrado.

Apesar de não ter transitado para os oitavos-de-final, o 23º lugar alcançado na prova em que evoluíram 32 selecções, acabou por ser um “bom prémio” no ano de estreia dos Palancas Negras na principal competição futebolística mundial.
     A derrota diante da selecção portuguesa, por 1-0, no jogo de estreia, não abalou os alicerces do grupo então liderado por Oliveira Gonçalves. Pelo contrário. O empate (0-0) ante o México, com uma soberba exibição do guarda-redes João Ricardo, deixou indicadores do que seria a prestação dos Palancas Negras. Aliás, ficou confirmado no novo empate, desta a uma bola frente ao combinado do Irão, quando vencíamos por 1-0, golo de Flávio Amado.  

         O golo de Akwá, marcado aos 79 minutos no último jogo da qualificação, deixou o país em “estado de loucura”. O país vivia apenas quatro anos, seis meses e quatro dias desde o alcance da paz efectiva, a 4 de Abril de 2002.
           O mérito da qualificação da Selecção Nacional de honras para o Mundial da Alemanha, para lá da grande aposta da direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF), à época sob liderança de Justino Fernandes, resultou igualmente da confiança do próprio Governo, pois, desde o início da campanha, sempre acreditou na capacidade dos jogadores e na liderança do seleccionador.