Comissão de gestão trabalha na Huíla

Dirigentes da federação estão a radiografar o estado da modalidade no interior

A organização e reorganização do ténis em Angola, são entre outras metas traçadas pela Comissão de Gestão criada para administrar a Federação Angolana de Ténis (FAT), nos próximos meses, que trabalhou sábado e domingo, na província da Huíla, com objectivo de constar “in loco” à realidade da modalidade naquela circunscrição.

Baltazar Roque, membro da Comissão de Gestão da Federação Angolana de Ténis, disse que depois de a comissão ter já reunido em Luanda traçou algumas diretrizes para sua implementação. Deste modo, indicou a primeira delas antes de começar a cumprir com todo uma tarefa e orientação do Ministério da Juventude e Desportos que delegou essa incumbência, passa em conhecer e fazer um levantamento real do ténis no país.

Sublinhou ser preciso saber-se a verdadeira situação do ténis em Angola. A partir deste pressuposto, argumentou Baltazar Roque é que vão conseguir então reorganizar e organizar o ténis.  Reconheceu que o ténis no país está vivo, mas é preciso a conjugação de todo um esforço de todos para que a modalidade em todo país conheça outra dinâmica.

“Em Luanda, temos muitos participantes e com projectos bons, Benguela, Lunda Norte, Huíla, também. Somos realmente poucos, mas com este trabalho de reorganização e diretrizes do Ministério da Juventude e Desportos se conseguirmos cumpri-la na íntegra, vamos conseguir ter grandes resultados”, garantiu.

Apontou que o início do trabalho de visitas nas províncias é o que está a ser feito com a finalidade de constatar no local como se encontra a situação real da modalidade. “Para depois fazermos uma apresentação e a partir daí, virão o cumprimento de outras diretrizes”, sustentou.

Baltazar Roque destacou que depois de ter feito o diagnóstico da realidade do ténis na Huíla, sai satisfeito pelo que observou e constatou por ser este o objectivo principal da Comissão de Gestão em comprovar “in loco” como anda a situação da modalidade nas províncias.

 “E a Huíla está a ser uma surpresa porque estou a ver muitos praticantes. Por isso, saiu da província da Huila contente. É verdade que é preciso mais trabalho, mas é assim que se começa. Os praticantes vão trabalhar para ganhar traquejo e aos pouco vão melhorando.

Portanto, de uma forma geral estou feliz com isso. Me foi dado a ver que a Huíla tem três clubes e todos aqui a demonstrar, assim como está a surgir outras agremiações. Daí, estou feliz com o trabalho da Huíla”, manifestou.

 Baltazar Roque explicou que além da Huíla, os membros da Comissão de Gestão já trabalharam em Benguela e depois nos próximos dias deslocam-se para a província do Bié. Confirmou que outro colega integrante da comissão, foi igualmente realizar o mesmo trabalho de constatação em Cabinda e posteriormente na Lunda Sul.

“Começamos a pouco as nossa visitas e não temos muito tempo de trabalho ainda, mas essa é a nossa primeira fase da nossa actividade em conhecer como está a situação da modalidade a nível nacional, a sua população votante e a partir daí organizarmos para partirmos para um novo pleito eleitoral”, disse.

Confirmou que a realidade do desenvolvimento do ténis na província de Benguela é boa e motivadora e acrescentou existir actualmente dois clubes que dinamizam a modalidade nomeadamente o Clube de Ténis Bananeira do Cavaco e o Clube de Ténis de Benguela, bem como a própria associação local que toma posse esta semana.

“Existe em Benguela, dois clubes vivos e a par destes, a Associação Provincial local, fará o seu processo de renovação de mandato e eleições pelo facto de estar a ser gerida também por uma comissão de gestão.

Portanto essa é a realidade de Benguela que conta com dois clubes mormente o Clube de Ténis Bananeiras do Cavaco e Clube de Ténis de Benguela, bem como a própria associação que esta semana passara a existir na sua forma real”, asseverou. 

Em declaração ao Jornal dos Desportos no Lubango, Baltazar Roque sublinhou que com a digressão que a comissão de gestão está a fazer, acredita que o ténis no país, poderá ganhar outro alento para a alegria e satisfação dos amantes da modalidade.

O membro da Comissão de Gestão que trabalhou no Lubango, argumentou ser daquelas pessoas que tem a certeza absoluta de que quando se trabalha, se consegue. “O que precisamos de fazer todos é darmos a mão porque somos poucos. E poucos, juntos fazem muito e quando se faz força, consegue se atingir grandes níveis”, apontou.

O dirigente afirmou que com calma, ponderação e inteligência, a comissão de gestão, vai tentar organizar e reorganizar o ténis nacional com verdade para que o órgão reitor da modalidade e o Ministério da Juventude e Desportos consigam apoiar e dar as mãos para permitir que o ténis saia rapidamente do estado em que está mergulhado actualmente.

Baltazar Roque adiantou que apesar de ainda não ter o resumo final do trabalho de constatação que estão a realizar nas províncias, mas certificou que o ténis é praticado em Benguela, Huíla, Luanda, Lunda Norte.

“Na Lunda Sul, ainda não fomos para lá, mas há dois anos num dos campeonatos realizado na Lunda Norte, apareceu tenista da Lunada Sul e Cabinda. Mas ainda não tenho o relatório do momento, porém, a princípio Cabinda também tem ténis. São essas províncias que neste momento movimentam o ténis em Angola”, garantiu.O modalidade tem registado um decrescimo.