Williams com imensas dificuldades para pontuar

A Fórmula 1 é a modalidade rainha do desporto motorizado, uma competição em que as máquinas são testadas até ao limite absoluto, sendo a fiabilidade e a consistência cruciais para o melhor desempenho em corridas. 

A Fórmula 1 é a modalidade rainha do desporto motorizado, uma competição em que as máquinas são testadas até ao limite absoluto, sendo a fiabilidade e a consistência cruciais para o melhor desempenho em corridas. Esta situação parece afectar certas equipas. A Williams, tal como a Ferrari e a McLaren, está entre as equipas mais tradicionais e tituladas da Fórmula 1. A equipa fez muito sucesso nos anos 80 e 90, conquistou os títulos de construtoras em 1980, 1981, 1986, 1987, 1992, 1993, 1994,1996 e 1997, respectivamente. 

Por lá já passaram os principais pilotos dos anos dourados (oitenta), como o inglês Nigel Mansell, o francês Alain Prost, os brasileiros Nelson Piquet e Ayrton Senna, bem assim como o australiano Alan Jones. Este último, foi o primeiro campeão pela escuderia, em 1980.A equipa também é bem conhecida, por ter contratado filhos de antigos pilotos, como Damon Hill (filho de Grham), Jacques Villeneuve (Gilles) e Nico Rosberg (Keko). Facto  curioso é que Damon Hill e Jacques Villeneuve conseguiram somar os únicos títulos das suas carreiras na Williams, isto em 1996 e 1997 respectivamente. 

Ambos tiveram como grandes adversários nas suas carreiras, o alemão Michael Schumacher. Já Nico Rosberg conseguiu o seu único título na equipa germânica, a Mercedes, em 2016.Longe ficou aquela equipa demolidora, que usava os motores Renault nos anos 90, onde  somou os títulos de pilotos e equipas com Mansell, em 1992, Prost em 1993, Hill em 1996 e Villeneuve em 1997. A antiga potência inglesa (Williams), de Gove, tem experimentado enormes dificuldades, na era dos motores híbridos. 

Com a saída do brasileiro Felipe Massa e do canadense Lance Stroll, em 2018, a equipa conta agora com os préstimos de uma nova dupla de pilotos, formada pelo veterano polaco Robert Kubica e o estreante inglês George Russell. Se a nível de pilotos ela “parece” estar bem servida, a nível de performance e competitividade está a milhas de distância de acontecer. 

George Russell, apesar de ter um talento incrível, conhece bem a desolação. O seu desempenho de sonho está a tornar-se pesadelo. O piloto nunca esperou por tanta pouca sorte na sua carreira, na Williams e na Fórmula 1. Se na Fórmula 2, uma das modalidades que dá acesso à entrada na Fórmula 1, Russell terminou o campeonato com mais pontos, sagrando-se campeão, na Fórmula 1 isto está longe de acontecer, pois é o único piloto que, até a presente data, ainda não pontuou. 

O “protegido” da Mercedes vê agora as suas hipóteses de correr na equipa cada vez mais distante, já que o finlandês Valtteri Bottas subiu a sua fasquia na equipa, em relação a 2017 e 2018. O francês Esteban Ocon, é o principal candidato a ocupar o lugar de Bottas, caso a Mercedes não renove o contrato com o finlandês; e o holandês Max Verstappen é o principal piloto na “mira” para pôr um travão a Lewis Hamilton, na sua perseguição aos sete títulos de Michael Schumacher com a Mercedes. 

Max poderá ocupar um dos “assentos” da Mercedes em 2020. Conseguirá Russell dar a volta à situação ainda esta temporada e somar algum ponto? Olha que Kubica só conseguiu pontuar no Grande Prémio da Alemanha, devido à desqualificação dos pilotos da Alfa Romeo, o finlandês Kimi Raikkonen e o italiano Antonio Giovinazzi. Conseguirá a equipa voltar a pontuar na presente temporada? A ver vamos.