CAF pode ver competições afectadas

A intenção da Confederação Africana de Futebol, de manter inalteráveis as datas para a realização de jogos e competições programados para este ano, apesar do susto que o Coronavírus está a provocar no mundo, pode falhar, pois, muitos países estão a preparar-se para tomar medidas muito rígidas, a favor dos seus cidadãos.

A intenção da Confederação Africana de Futebol, de manter inalteráveis as datas para a realização de jogos e competições programados para este ano, apesar do susto que o Coronavírus está a provocar no mundo, pode falhar, pois, muitos países estão a preparar-se para tomar medidas muito rígidas, a favor dos seus cidadãos.
O comunicado emitido pela CAF diz que “com base nos relatórios diários emitidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em nenhum país africano foi declarado alto risco de contaminação do Coronavírus. Em consequência, a CAF decidiu manter a programação de todas as competições”.
Porém, dada a rapidez com que se propaga a doença, a nível do mundo, muitos países africanos cujas selecções estão apuradas para provas continentais, ou em vias de disputar eliminatórias para outras competições, têm vindo a manifestar preocupação, o que em parte colide com a decisão da CAF.
Aliás, ainda na quarta-feira,  a CAF reiterou a ideia de que em nenhum momento o Coronavírus perturbaria a disputa da dupla jornada (terceira e quarta) das eliminatórias ao CAN de 2021, cuja realização está prevista para o fim do corrente mês, recorrendo em caso de necessidade para o efeito, aos jogos à porta fechada.
Só que, quanto mais as datas da realização dos eventos desportivos se aproximam, mais se divergem as opiniões, com países a tomarem medidas cautelares sérias, a fim de não permitirem que a epidemia atinja os seus cidadãos, muito menos serem surpreendidos.
Até hoje, por exemplo, 12 países africanos foram notificados com a doença, mas isso não iliba os outros que ainda não têm a pandemia, de terem medo de serem também abrangidos, em função da rapidez com a mesma se alastra.
Assim, países como Madagáscar, Quénia e Ruanda já interditaram a aglomeração de pessoas para a realização de eventos desportivos de grande envergadura, nos respectivos países, bem como a deslocação de atletas para o estrangeiro.
E, deste trio de países, o Madagáscar mostra-se disposto em dar a cara à luta, mas o Quénia não quer correr este risco e quer fechar-se em copas e impor um braço de ferro, até onde poder. Na lista entra, igualmente, o Lesoto, que já suspendeu viagens internacionais de/e para o seu território.
Outro cenário que se apresenta possível, mas que vai de certa forma afectar as selecções, é a exclusão de jogadores que evoluem no estrangeiro, o que ia criar outro handicap aos treinadores, pois, muitos deles têm a espinha dorsal assegurada pelos expatriados.
Estes poderão  verem-se limitados pelas medidas impeditivas tomadas pelos respectivos governos, dos países onde jogam, ou então, pelos governos dos países africanos que representam nas selecções, em função das medidas restritivas tomadas, como forma de evitar a entrada do vírus nesses países.
No entanto, ao que parece, a preocupação não é apenas para o continente africano e as respectivas competições, porque também já há receios manifestados pelos países sul-americanos, em função da realização das eliminatórias para o Campeonato do Mundo de 2022, previstas para este mês de Março.
Neste particular, os sul-americanos questionam à FIFA e ela responde, dizendo que as selecções sul-americanas correm o risco de disputarem as eliminatórias só com jogadores internos, pois, os que evoluem na Europa estão fora de hipótese, devido ao alto grau de risco nos países onde evoluem, assim como, as quarentenas decretadas nos mesmos.