CPA considera irrisório orçamento da instituição

O Comité Paralímpico Angolano (CPA), considerou, ontem, em Luanda, exíguos os 50 milhões de kwanzas como dotação orçamental para o exercício de 2021, referentes às despesas de funcionamento e de apoio ao desenvolvimento do desporto para pessoas com deficiência no país.
“O nosso orçamento não é fixo, porque cada modalidade tem um gasto. A nossa competição mais barata é o atletismo que custa cerca de  oito milhões de kwanzas”, disse o  secretário geral, António da Luz  a jornalistas após a realização da primeira reunião ordinária dos membros do CPA.
Da Luz lembrou que a participação de Angola nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, de 24 de Agosto a 5 de Setembro de 2021 está avaliada em 54 milhões de kwanzas. “Só participar no evento e sem falar da preparação e de outras questões essenciais para a chegada até aos Jogos Paralímpicos. Quer dizer que precisamos de reunir algum valor e termos parceiros para ajudar o Estado”, explicou.
Para António da Luz, a ideia do CPA é encontrar algumas instituições, com o propósito de suportarem outras despesas de cada uma das modalidades. Citou como exemplo o atletismo, o basquetebol em cadeiras de rodas ou o futebol para amputados.
“Queremos trabalhar com os patrocinadores para cada uma das modalidades e apresentarmos o plano orçamental, com o intuito de aderirem ao programa”, esclareceu.
Leonel da Rocha Pinto, membro fundador do CPA e presidente de direcção desde 1999, foi reconduzido no final do mês de Outubro  para mais um  mandato de quatro anos.    
O CPA foi fundado a 10 de Novembro de 1994 sob a designação de Associação do Desporto para Deficientes de Angola (ADDA). A 10 de Dezembro de 1996, passou a denominar-se Federação Angolana de Desportos para Deficientes (FADD) e a 14 de Setembro de 2000 foi rebaptizado como CPA.