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Sonho hipotecado

A Selecção Nacional de basquetebol sénior masculina hipotecou o seu objectivo na corrida aos Jogos Olímpicos de Tóquio, Japão, ao cair ontem aos pés da similar do Irão, no Pavilhão Wukesong Sport Arena, em Beijing, China, com quem perdeu por 71-62.

A Selecção Nacional de basquetebol sénior masculina hipotecou o seu objectivo na corrida aos Jogos Olímpicos de Tóquio, Japão, ao cair ontem aos pés da similar do Irão, no Pavilhão Wukesong Sport Arena, em Beijing, China, com quem perdeu por 71-62.
O combinado angolano, às ordens do norte-americano William Bryant Voigt, que tal como o iraniano apostava todas fichas no sentido de vencer o jogo das classificativas do 17º ao 32ª lugar da 18ª edição da Copa Mundo de Basquetebol, não conseguiu sobrepor-se à ousadia do adversário, que soube tirar partido das suas falhas defensivas.
É verdade que o «Cinco Nacional» até entrou com atitude, facto que lhe permitiu sair no primeiro tempo regulamentar com uma vantagem de um ponto (29-28), mas ainda assim acabou por claudicar nos momentos cruciais da partida.
Portanto, depois reacender o sonho da corrida às Olimpíadas de 2020, fruto do triunfo na última ronda do Grupo D sobre as Filipinas por 84-81, Angola acabou por complicar as contas, pois era indispensável impor-se sobre os seus oponentes nos jogos das classificativas do 17º ao 32ª lugares desta Copa do Mundo da China. Apesar da derrota pela margem de nove pontos, o Irão até era o adversário a que Angola podia perfeitamente sobrepor-se desde que evidenciasse uma melhor postura.
O «Cinco Nacional», que no Gigante Asiático assinala a sua oitava presença numa grande montra do basquetebol mundial, depois de participar nas edições de 1986 (Espanha); 1990 (na Argentina); 1994 (Toronto, Canadá); 2002, (Indianápolis, Estados Unidos da América); 2006 (Japão); 2010 (Turquia) e de 2014, (também em solo-pátrio espanhol), enfrenta amanhã uma Tunísia, que também sonha com Tóquio 2020. É verdade, a selecção tunisina, que par da Costa do Marfim, Nigéria e o Senegal, joga em representação de África, apresenta-se como um “osso duro de roer” para Angola.
Por isso mesmo, amanhã os hendecacampeões africanos não têm qualquer margem para erro diante da equipa do Magreb, pois a derrota deita por terra as suas chances de se qualificarem directamente para as Olimpíadas do Japão o próximo ano.
Portanto, sem realizarem até agora exibições de encher os olhos, os angolanos anseiam, como óbvio, evitar de ir buscar o passe para Tóquio-2020 na disputa do Torneio Pré-Olímpico, por ser uma empreitada que se afigura muito mais difícil para atingir aquele que se apresenta como seu objectivo supremo. Daí o jogo de amanhã, diante da Tunísia, assume-se como de capital importância para os angolanos e a vitória, seja a que preço for, torna-se um imperativo indispensável.
É, de resto, uma missão um tanto quanto espinhosa para os pupilos de William Voigt, que nesta Copa do Mundo perderam igualmente no primeiro turno diante da Sérvia por 105-59, na estreia, e da Itália por 92-61, na segunda ronda do Grupo D.