Um cenário complicado

Em função da forma como ficaram as coisas classificativamente, à saída da 23ª jornada do Girabola, e depois da derrota, ontem, do Petro diante do Desportivo ha Huíla, espera-se uma luta cerrada pelo título, e pelos vistos nada aponta para quaisquer facilidades entre as equipas que estão envolvidas na trincheira de luta. Só o sentido de oportunidade deverá determinar as coisas.

Em função da forma como ficaram as coisas classificativamente, à saída da 23ª jornada do Girabola, e depois da derrota, ontem, do Petro diante do Desportivo ha Huíla, espera-se uma luta cerrada pelo título, e pelos vistos nada aponta para quaisquer facilidades entre as equipas que estão envolvidas na trincheira de luta. Só o sentido de oportunidade deverá determinar as coisas.
O que mais chama a atenção é a disputa que se adivinha, onde os principais intérpretes da prova, no caso Petro e 1º de Agosto, prometem travar nas últimas jornadas uma luta de surdos pela liderança, tendo a turma petrolífera se apoderado, já há algumas jornadas, do primeiro lugar, numa clara demonstração da sua maturidade competitiva e do grau da sua ambição.
A arrancada dos pupilos de Toni Cosano deixou transparecer, aquilo que pode ser a compita na sua curva derradeira. Pois, o 1º de Agosto não vê com bons olhos a afronta, e para si o objectivo será, certamente, de corrigir as coisas e mostrar em campo o seu estatuto de tetracampeão nacional. E é este quesito que anima e vai continuar a animar a disputa.
Aliás, depois que as duas equipas fracassaram na Liga dos Campeões, mais não fizeram senão virar as baterias para a prova doméstica. De um lado um 1º de Agosto com objectivo de monopolizar a conquista de títulos, do outro um Petro a jejuar há caminho de dez anos e a ver, em função da sua excelente prestação, a possibilidade de quebrar o enguiço.
Estes acabam por ser alguns elementos, que ajudam a percebem quão disputadíssima pode ser a corrida pelo título entre as duas equipas. É certo que a par destas, está ainda o Bravos do Maquis e o Desportivo da Huíla. Mas estes, apesar de que matematicamente ainda podem sonhar, já vão atrasados em relação aos dois “papões” cá do sítio.
No fundo, o cenário não foge do que temos vindo assistir nas últimas edições da prova. Ou seja, desde que os outros actores, como Recreativo do Libolo e Kabuscorp, se viram penalizados pela precipitação do mercado, em face da crise económica que campeia e limita a sua capacidade de gestão.
Até à última jornada teremos ainda muito para acompanhar. De resto, é esta particularidade que empresta graça à competição, longe do monopólio individual de uma equipa, capaz de festejar o título a largas jornadas do fim, o que torna a competição insípida. Temos um campeonato que promete emoções a rodos na sua ponta final.